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'Ciclope Traike': aposentado circula em triciclo elétrico incrementado e chama atenção em cidade do interior de SP

'Ciclope Traike': aposentado circula em triciclo elétrico incrementado no interior de SP Quem circula por Tupi Paulista (SP) corre o risco de dar de cara com u...

'Ciclope Traike': aposentado circula em triciclo elétrico incrementado e chama atenção em cidade do interior de SP
'Ciclope Traike': aposentado circula em triciclo elétrico incrementado e chama atenção em cidade do interior de SP (Foto: Reprodução)

'Ciclope Traike': aposentado circula em triciclo elétrico incrementado no interior de SP Quem circula por Tupi Paulista (SP) corre o risco de dar de cara com um “ciclope”. Mas é claro que não é a figura mitológica, ainda que haja uma relação. Trata-se de um veículo elétrico projetado pelo aposentado Ronaldo Auresco e que chama atenção por onde passa. O “Ciclope Traike”, como foi batizada a engenhoca, é um triciclo movido a bateria e revestido por uma lataria. O projeto, que começou com uma maquete de isopor, demorou cerca de cinco anos e meio para ficar pronto, considerando uma pausa inesperada de quase três anos. O veículo ganhou as ruas do município no início de 2026. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp “Fiz uma maquete de 30 centímetros e, depois, aumentei a proporção em 12 vezes. E deu no que deu. Achei que ia fazer uma coisa tão simples e o pessoal começou a gostar”, diz o aposentado. A inspiração para o veículo nasceu de referências da internet combinadas à criatividade de Auresco, que trabalhou com funilaria e pintura veicular por 30 anos antes de se aposentar. “O modelo é meu mesmo, fui bolando da cabeça sem planejamento, sem nada”, explica. Além do conhecimento sobre carros, o aposentado conta que o interesse por motos, aeromodelos e veleiros também colaborou para a criação da engenhoca feita de lata e componentes de ferro e aço. O motor e a parte elétrica do “Ciclope Traike”, explica Auresco, vieram de bicicletas, assim como o pedal, as ferragens e os pneus. “O eixo que faz a dirigibilidade dele é de bicicleta também, mas, em vez de usar o guidão, eu fiz algo próprio para o veículo mesmo, como se fosse um manche. Ali também coloquei os botões que ligam o farol”, detalha. E é do farol que surge a inspiração para o nome da invenção. Por ter apenas um foco de luz, o triciclo foi batizado de “Ciclope”, em alusão ao gigante da mitologia que tem somente um olho. Já “Traike” vem de trike, termo em inglês derivado da palavra “triciclo”. Engenhoca foi batizada a partir de inspiração mitológica e termo em inglês derivado de "triciclo" Arquivo Pessoal/Divulgação Pausa e luto Logo no início, uma notícia inesperada interrompeu o projeto do triciclo. A esposa do aposentado, Lidineuza, recebeu um diagnóstico de câncer e os trabalhos pararam durante o tratamento dela. Em março de 2024, Lidineuza faleceu e Auresco enfrentou um quadro de depressão e ansiedade. "Comecei a tomar remédio e não conseguia dormir". Com o tempo, o aposentado voltou a se interessar pela engenhoca. "Hoje, me sinto bem. Terminar o projeto foi uma superação para mim", pontua. Sucesso nas ruas Para que o “Ciclope Traike” possa circular, o aposentado utiliza quatro baterias recarregáveis e usadas, que dão ao veículo uma autonomia de três horas. Mas ele afirma já ter providenciado novas e garante que isso permitirá que a invenção rode por mais tempo. Quem encontra com Auresco andando pelas ruas com o triciclo reage com curiosidade e empolgação. “As pessoas tiram fotos, filmam, gritam meu nome toda vez que eu saio. É legal ver”, afirma. Mas a fama do “Ciclope Traike” foi mais longe por conta das redes sociais. O aposentado conta já ter feito contato com pessoas dos Estados Unidos e Japão interessadas na invenção. “Eles querem saber o preço, mas nem me passa pela cabeça vender agora”, frisa. Direção com atenção Auresco garante que respeita as leis de trânsito para dirigir a engenhoca por aí. A carenagem do veículo, segundo ele, garante segurança, mas o aposentado também não dispensa a atenção e o cuidado. E, como muitas invenções, existe um macete para dirigir o “Ciclope Traike”. “Eu tenho retrovisor, mas, em cruzamentos, preciso colocar a cabeça mais para frente para evitar um ponto cego”, finaliza. Ronaldo Auresco desenvolveu seu "Ciclope Traike" mesclando referências da internet e criatividade Arquivo Pessoal/Divulgação Projeto do veículo demorou cinco anos e meio para ser concluído pelo aposentado, que lidou com o falecimento da esposa e um quadro de depressão nesse período Arquivo Pessoal/Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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