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Artesã cria colar com cabelos da família de cliente e pétalas de ipê-amarelo: 'Carrega história e propósito'

Artesã cria colar com cabelos da família de cliente e pétalas de ipê-amarelo Flores efêmeras são eternizadas a partir de joias personalizadas feitas à m...

Artesã cria colar com cabelos da família de cliente e pétalas de ipê-amarelo: 'Carrega história e propósito'
Artesã cria colar com cabelos da família de cliente e pétalas de ipê-amarelo: 'Carrega história e propósito' (Foto: Reprodução)

Artesã cria colar com cabelos da família de cliente e pétalas de ipê-amarelo Flores efêmeras são eternizadas a partir de joias personalizadas feitas à mão por artesãs de Presidente Prudente, no interior paulista. Ao g1, Julyara Grace e Eulália Blini descrevem como surgiu a ideia de fazer algo tão único e simbólico. No caso de Julyara Grace, de 28 anos, o artesanato já tinha uma relação afetiva, influenciada pela mãe e avó. Ela começou a produção em janeiro de 2024. "A ideia das joias botânicas surgiu através de algumas viagens ao longo da minha vida." 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Julyara, formada em pedagogia, se considera trilheira e montanhista, e foi durante viagens a campo que surgiu a ideia. "Gostaria de levar um pouco para as pessoas o bem que a natureza nos proporciona, principalmente na nossa saúde mental." Entre os pedidos já recebidos, um dos mais marcantes para Julyara foi quando a família quis transformar a saudade que sentiria de uma das filhas, após ela se mudar para a Noruega, em um colar. "Criei um colar que dei o nome de 'árvore da vida', em que o tronco dessa árvore foi o cabelo dos pais e dos irmãos (representando a família) e a copa da árvore com pétalas de ipê amarelo (representando nosso país)", relembra. Julyara relembra outro caso que a marcou muito: "A eternização de uma rosa após a perda da mãe de uma cliente. Essa rosa tinha um significado espiritual para ela, e ela me procurou para eternizar esse momento". LEIA TAMBÉM: Assustada, raposinha-do-campo é resgatada em área urbana de Presidente Venceslau: ‘Muito dócil’, aponta biólogo Fã de Stitch, menina tem aniversário transformado por surpresa em pizzaria no interior de SP Rodrigo Teaser, cover de Michael Jackson, comenta cinebiografia do artista após apresentação inédita no interior de SP: 'Impossível não me emocionar' Artesã cria colar com cabelos da família de cliente e pétalas de ipê-amarelo no interior de SP Julyara Grace/Arquivo pessoal Eternizar momentos Os produtos são divulgados nas redes sociais, com média de valores entre R$ 25 e R$ 180, a depender do modelo. Os pedidos mais procurados são peças de eternização. "Costumo dizer que todos os pedidos são especiais, porque cada um carrega uma história e um propósito." "E esse é o real motivo de continuar fazendo esse trabalho, não ser algo apenas manual, mas algo que eternize momentos e sentimentos que foram importantes para cada pessoa que me procura", continua. Entre os tipos de flores já trabalhados por Julyara, o girassol se torna mais desafiador para a produção. "É uma flor que carrega uma simbologia de vida, de luz, alegria. É a que eu mais tenho paixão em fazer e uma das que mais é pedida no ateliê", diz. Por ser uma flor mais delicada para passar pelo processo de secagem, Julyara descreve que o girassol exige mais cuidado desde a colheita, secagem e o processo final, com a montagem e a eternização na resina. O tempo de fabricação de cada peça depende da desidratação das flores. Algumas demoram de cinco a oito dias, enquanto outras levam em média 14 dias, como o girassol. Após a secagem, as flores são preservadas na resina por mais dois ou até seis dias. Conforme Julyara, o mais interessante desse trabalho é que não existem peças iguais, ainda que haja modelos parecidos com o que já foi criado. "Peças manuais carregam esse propósito, porque cada criação é única, e acredito que esse é o maior propósito desse trabalho." "O principal valor desse trabalho não é o que eu ganho em cada joia vendida, mas o que cada uma dessas joias desperta nas mulheres que elas encontram", completa. Artesã cria joias botânicas exclusivas em Presidente Prudente (SP) Julyara Grace/Arquivo pessoal De terapia a profissão No caso de Eulália Blini, a bancária aposentada encontrou na terapia ocupacional uma nova profissão. Aos 74 anos, ela se considera artesã ao produzir joias com flores e cerâmica plástica. "Nunca fui ligada em plantas nem flores. A ideia surgiu em pesquisas sobre resina para aplicar nos acessórios de polymer clay (cerâmica plástica) que produzia e produzo até hoje." O gosto pelas plantas começou a partir do ofício e, hoje, Eulália cultiva um pequeno orquidário na casa que tem em Rancharia (SP). As plantinhas são amarradas nos troncos das árvores frutíferas. Eulália afirma que já recebeu pedidos inusitados de clientes: "Já me pediram para eternizar um pequeno galho bento vindo de Portugal. Pensa na responsabilidade. Não pude atender, infelizmente, pois pode ter reação inesperada na preparação e não existe possibilidade de recuperação." Os valores das peças variam de R$ 10 a R$ 100, sendo os brincos as opções mais procuradas e preferidas da artesã na hora de produzir. Os itens ficam disponíveis nas redes sociais. "Fico muito grata e com o dever de missão cumprida, pois o que seria uma terapia ocupacional virou uma marca que cresce a cada dia", afirma Eulália. A vontade de atuar na área surgiu com o tempo, quando ela sentiu que precisava fazer algo para se distrair. Foi então que a artesã buscou cursos voltados à criação com cerâmica plástica. "Nessa busca apareceu um curso para resinar flores e fazer acessórios. Achei um deslumbre, era isso que eu buscava e eu não sabia." "E aqui estou, 'engatinhando' ainda, mas com muita vontade de aprender mais e mais. Por isso que digo que é TO, mas, sem indicação, sem ideias alheias, só por curiosidade mesmo e testando a minha capacidade", completa. O que era terapia ocupacional virou profissão para a artesã Eulália Blini Reprodução/Vegbiju Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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